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Amar o próximo como a si mesmo é preceito evangélico exaustivamente repetido. Acontece que, quase sempre, não sabemos exatamente o que significa.

Como demonstrar amor ao próximo? Às vezes, marcamos data e vamos visitar um lar de idosos. Preocupamo-nos em levar doces, frutas, guloseimas. E vamos distribuindo, de mão em mão, meio às pressas.

De outras vezes, deixamos de ir porque dizemos não ter dinheiro para comprar algo para levar. Como chegar de mãos vazias?

Nem pensamos que, para aquelas criaturas solitárias, quase sempre esquecidas pelos familiares, o mais importante é alguém se dar.

Isso significa segurar suas mãos, levar uma tesourinha e cortar suas unhas. Lixá-las. Colocar um esmaltezinho. Tomar de um pente e escova e fazer um penteado diferente.

Qual a mulher, de qualquer idade, que não gosta de se sentir bonita?

Amar o próximo é servi-lo onde se encontra, na circunstância que se apresente. Ceder o lugar no ônibus é sinal de urbanidade.

Mas, convidar o idoso, deficiente ou a mãe com o bebê ao colo a se sentar, com um sorriso nos lábios e uma frase sugestiva, como: Sente-se aqui. Ficará mais confortável – é amor ao próximo.

Isso nos recorda daquela sorveteria famosa, sempre lotada nos dias de calor.

Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida.

Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez.

Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.

A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.

Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta.

Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: Proibido entrar descalço!

Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.

Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante.

Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número quarenta e quatro e os colocou em frente a ela.

Depois, a suspendeu e enfiou-lhe os pés nos seus sapatos.

Eu fico aqui, esperando. – Disse ele. Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.

Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.

Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.

*   * *

Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer.

É ter olhos de ver a necessidade refletida nos olhos tristes.

É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.

Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Pés grandes, coração maior ainda, de autor desconhecido,
do livro
Histórias para aquecer o coração dos pais, de
Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Aubery,
Mark & Chrissy Donnely, ed. Sextante.

Em 13.10.2015.

Ele é reconhecido como um dos dez melhores contadores de histórias do mundo.

Sua própria história rendeu um livro. E um filme, premiado pela UNESCO. Hoje, ele é um pedagogo de quase cinquenta anos, pai adotivo de vinte e cinco filhos.

Aos seis anos, foi parar na extinta Fundação para o Bem-estar do Menor, levado por sua mãe, que achava que aquele seria o caminho para, um dia, ter um filho doutor.

Quando começou a sofrer maus-tratos, fugiu. Ele tinha sete anos e foi a primeira de cento e trinta e duas fugas.

Acabou sendo transferido para outras cidades e perdeu o contato com a família. Aos treze anos, foi tachado de irrecuperável.

No entanto, um ato generoso mostrou àquele menino que ele poderia fazer a sua história diferente. A pedagoga francesa, Margherit, visitando a instituição, não se conformou com aquela sentença.

Ela olhou profundamente nos olhos de Roberto Carlos e conversou com ele. Foi a primeira vez que alguém lhe disse: Com licença, Por gentileza.

Margherit quebrou os prognósticos estabelecidos para aquele garoto fujão: o analfabetismo e a marginalidade.

Ela o ensinou a ler, o adotou e o levou para morar com sua família, em Marseille, na França. E na escola, Roberto Carlos conheceu outras realidades.

Ele contava a sua história, sempre se colocando como vítima. No entanto, conheceu filhos de exilados, órfãos de países orientais, crianças que haviam vivido e presenciado guerras.

Descobriu que ele poderia continuar a ser vítima ou buscar construir uma história diferente para si.

Inspirado por aquela mulher, ele voltou, posteriormente, ao Brasil, reconhecendo que no seu país era o seu verdadeiro lugar.

Voltou para Minas Gerais, a terra natal, reencontrou a mãe e os irmãos. Formou-se em pedagogia. E foi fazer estágio na mesma FEBEM, em que fora um dos internos.

Seu maior objetivo: tirar dali o máximo de meninos, para que tivessem a chance de refazer as suas vidas. Em dois anos e meio, adotou seus primeiros oito filhos.

E os ajudou a reescrever a própria história, utilizando a regra: ter sonhos e planos.

Comenta ele: Ninguém dorme tranquilo sabendo que o próximo está mal. Eu precisava fazer algo.

Nossa família foi formada com a ideia de que, se a ajuda de alguém foi fundamental para nós, é preciso que seja retribuída e compartilhada. Assim, todos se tornam responsáveis uns pelos outros.

E o contador de histórias diz que acredita que toda história pode ter final feliz. A prova disso, conclui, é que a história que mais conto é a minha.

Aprendi que, antes de ser respeitado, eu precisava me respeitar.

E foram as minhas experiências que me tornaram o que sou, um contador de histórias e palestrante internacional.

Meu trabalho, hoje, só existe porque conto esta minha narrativa de generosidade e superação. O ser humano tem predisposição para o bem. É só olhar direito para ver que todos possuem uma capacidade de superação fantástica.

*   *   *

A história do menino, recordista de fugas da FEBEM, é verdadeiramente fantástica. E tudo mudou a partir de um ato de generosidade.

Depois foi superação, autoestima elevada e vontade de retribuir o bem recebido.

 

Redação do Momento Espírita, com base no texto
Recontador de histórias, de Jaqueline Li, da
revista
Sorria, de dez 2013/jan.2014, ed. MOL.

Em 29.9.2015.

Eram quatro jovens que aproveitavam o sol da primavera à beira de um maravilhoso lago. Em certo momento, passaram a discutir a respeito de qual delas teria as mãos mais lindas.

A primeira mergulhou as suas nas águas claras e erguendo-as depois, em direção ao sol, falou:

Vejam como são lindas as minhas mãos. Brancas e macias, as gotículas d’agua parecem brilhantes raros entre os dedos finos e longos.

Eram verdadeiramente lindas pois ela nada mais fazia do que as lavar, constantemente, em água cristalina.

A segunda tomou alguns morangos e os esmagou entre as palmas das mãos, tornando-as rosadas.

Não mais bonitas do que as minhas, exclamou essa, que reproduzem a cor do céu no nascer da manhã.

Suas mãos eram bonitas pois a única coisa com que se ocupava era lavá-las em suco de frutas todas as manhãs, a fim de que conservassem a frescura e o tom rosado.

A terceira jovem colheu algumas violetas, esmagou-as entre as suas mãos, até ficarem muito perfumadas.

Vejam as minhas mãos como são belas, falou então. Além disso são perfumadas como as violetas dos bosques em plena estação primaveril.

Eram sim muito macias, brancas e perfumadas. Tudo o que fazia essa jovem era lavá-las com violetas todos os dias.

A quarta jovem não mostrou as mãos. Parecia envergonhada, escondendo-as no próprio colo.

Então as moças perguntaram a uma mulher que se encontrava um pouco além, deliciando-se com o dia, qual a sua opinião. Seu julgamento deveria decidir qual delas detinha as mãos mais belas.

A senhora se aproximou e examinou as mãos da primeira, da segunda e da terceira, balançando a cabeça como que em sinal de desaprovação.

Finalmente, chegou perto da quarta jovem e lhe pediu que levantasse as mãos.

A mulher tomou as mãos dela entre as suas e as apalpou com vagar. Depois falou:

Estas mãos estão bem limpas, mas se apresentam muito endurecidas. Existem traços de muito trabalho em suas linhas rijas.

Estas mãos mostram que ajudam seus pais no trabalho doméstico, que lavam louça, varrem o chão, limpam janelas e semeiam horta e jardim.

Guardam o perfume das flores e o cheiro de limpeza e dedicação. Nota-se que são mãos que tomam conta do bebê, ensinam o irmão menor a fazer a lição e erguer castelos de areia, em plena praia.

Estas mãos são mãos muito ocupadas, que tudo fazem para transformar uma casa em um lar de aconchego e felicidade. São mãos de carinho e de amor.

Sim, finalizou a desconhecida julgadora, estas mãos merecem o prêmio pelas mais belas mãos, pois são as mais úteis.

*   *   *

O serviço ao semelhante e a dedicação ao trabalho foram ensinados por Jesus.

Ele mesmo exemplificou servindo a todos durante a Sua passagem pela Terra e, na Última Ceia, tomou uma jarra com água, uma toalha e lavou os pés de todos os Seus Apóstolos.

Não foi por outra razão que afirmou: Meu Pai trabalha sem cessar e eu trabalho também.

 

Redação do Momento Espírita, com base no texto Lindas mãos, de Lawton B. Evans, de O livro das virtudes, de William J. Bennett, v. 2, ed. Nova Fronteira.

Em 27.7.2015.

Um novo Brasil

Um novo Brasil

 

 

Uma jovem brasileira, que mora no Japão, relatou o fato a uma amiga: Ontem, um homem esteve em minha casa e deixou um galão de água em frente da minha porta.

Informou que, durante a madrugada, seria feita uma vistoria no encanamento e o registro de água seria desligado por algumas horas. Uma equipe, junto com ele, estava passando em todas as casas para avisar, deixar o galão e pedir desculpas pelo eventual transtorno.

Eu disse que não precisava deixar a água. Afinal, no horário em que haveria o desligamento, eu estaria dormindo.

Mas, o homem respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixá-la sem água nem por um minuto. Se precisar mais, pode pedir.”

E prosseguiu, distribuindo os galões nas outras casas. Durante a madrugada, o grupo trabalhou nas ruas, em silêncio.

No dia seguinte, retornaram, de casa em casa, somente para agradecer.

*   *   *

O fato parece quase inacreditável. Um galão de água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas ou três horas da manhã.

Não é caridade, não é favor. É direito do cidadão que paga taxas e impostos.

Um galão de água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil. Um policial em cada esquina.

Nota fiscal entregue em todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte. Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas eficientes. Confiança em vez de burocracia.

Se todos concordamos que isso tudo seria ótimo acontecer em nosso país, por que não acontece? Quem emperra?

Quem emperra somos nós, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas.

Não podemos culpar o governo porque, em verdade, vivemos numa democracia, onde os governantes são eleitos pelo voto popular.

A culpa é nossa. Nós é que estamos impedindo que o país se moralize e avance. Escolhemos mal nossos representantes.

Agimos mal, como cidadãos, sempre nos perguntando como podemos faturar alguma coisa com essa ou aquela situação.

Importante que cada um de nós inicie a sua própria moralização, passe a agir de forma ética, pense mais no bem comum e menos em si mesmo.

Então, logo mais, a violência terá sido banida de nossas escolas, dos campos de futebol, da sociedade, em geral.

E teremos uma sociedade mais justa. Autoridades zelando pelo bem comum. Cidadãos se preocupando com o outro.

Primemos por ensinar aos nossos filhos o respeito ao próximo, do faxineiro ao professor, do atendente ao magistrado, do policial à mais alta autoridade do país.

Sejamos cidadãos conscientes, zelando pela limpeza das ruas, dos parques e jardins, economizemos água e energia, primemos pela separação sistemática do lixo, colaborando com a reciclagem.

Paguemos nossos impostos mas, sobretudo, votemos, de forma consciente, não porque alguém indicou o candidato, ou porque ele nos cumprimentou, durante a campanha, ou prometeu alguma vantagem pessoal.

Sim, nosso Brasil pode se tornar o gigante da moralidade, da decência, da hombridade. Verdadeiro exemplo de país iluminado pelo sol do novo mundo, pela luz do Evangelho de Jesus.

Pensemos nisso e comecemos a agir. O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.

 

Redação do Momento Espírita, com base no texto O galão
d´água, de Martha Medeiros, datado de 14.9.2014.

Em 2.7.2015.

Por Marcos Guilherme D. Cunha

 

É crescente o número de notícias sobre roubo de cargas no Brasil. Para se ter uma ideia de quão grave é o problema, a Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou, no mês passado, que o roubo de cargas foi um dos crimes que mais cresceu, tanto na capital quanto no Estado de São Paulo. E o problema não afeta apenas São Paulo. O roubo de cargas, no Brasil, cresceu 16% em um ano, e as quadrilhas estão atacando também dentro das cidades. O levantamento foi feito pela Associação das Transportadoras em 2014. Dos 17 mil casos registrados, 85% foram no Sudeste. Só no Rio de Janeiro, o aumento foi de 66%.

Há muito tempo, o Brasil sofre com a fragilidade do sistema de segurança pública. Um dos crimes mais cometidos nos últimos tempos têm sido o roubo a cargas. Isso fatalmente desestabiliza a economia. O planejamento logístico de nosso país passa por nossas estradas e rodovias. Para ratificar isso, basta observarmos o levantamento da CNT – Confederação Nacional do Transporte, de 2014, que concluiu que os roubos de cargas provocaram prejuízos superiores a R$ 1 bilhão.

Os roubos em estradas e rodovias vêm ocorrendo também em escala crescente no transporte de valores. Geralmente, os crimes acontecem com armamento pesado e através de ações extremamente violentas. Este fato dá fortes indícios de que os assaltos a carros-forte em estradas estão intrinsecamente ligados ao financiamento do roubo de cargas especiais, e até de outras modalidades de crime. É notório que os governos estadual e federal não têm meios de ajudar, de forma acentuada, no combate eficiente e na erradicação deste tipo de crime. Porém, deve fornecer meios inteligentes para que a inciativa privada, por intermédio das empresas de transporte de valores e de cargas especiais, possa coibir este tipo de ação.

Para isso acontecer de fato, é preciso haver uma legislação para área de segurança privada mais moderna e atualizada que discuta, por exemplo, conceitos como o nível de blindagem dos veículos de valores e de cargas especiais que circulam em estradas, que deveria ser equivalente ao dos veículos blindados militares. O tema é mais complexo do que parece, ainda mais por causa da burocracia brasileira.

Nosso país vive uma crise econômica grande. Como afirmei acima, o roubo de cargas traz prejuízos irreparáveis para o Brasil. O investimento em alta tecnologia e segurança feito pelas empresas de transporte de valores, no segmento de transporte de cargas especiais, vai gerar redução do índice de perda de cargas e eliminará os custos com gerenciadoras de risco, tornando a logística mais eficiente à medida que reduz a burocracia e estabiliza, ou até mesmo diminui, o preço do frete. Isso proporciona uma contribuição importante para a economia nacional. Ações devem ser tomadas, caso contrário, as estatísticas continuarão aumentando.

 

Marcos Guilherme D. Cunha é diretor geral da Transvip Brasil.

 

Sobre a Transvip:

www.transvipbr.com.br / (21) 3578 500

Fundada em 1998, a Transvip é uma empresa de transporte de valores, segurança patrimonial, vigilância, gestão de caixas eletrônicos e transporte de cargas especiais. Presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, é reconhecida por sua excelência na operação, qualidade do atendimento e a gestão de pessoas.

*Romulo de Paula

 Investimento é a palavra-chave para empresas que desejam crescer em seu segmento de atuação. Melhorias e aprimoramento devem fazer parte da estratégia de crescimento de qualquer gestor, principalmente quando falamos de seguradoras.

O mercado de seguros tem apresentado grande crescimento nos últimos dez anos. Novos produtos e serviços criaram um nicho vantajoso, mas que necessita de aprimoramento, qualidade e agilidade no atendimento para crescer e se solidificar em um ambiente cada vez mais competitivo.

Devido à necessidade de pronto atendimento em call centers, disponibilidade de dados para requisições, acompanhamento de serviços pré-definidos, informações gerais do segurado, entre outras situações bastante comuns ao setor, é imprescindível que haja eficiência nos processos.

O desenvolvimento de um software específico para a área, com o objetivo de atender um número maior de usuários de maneira completa e eficaz, pode ser uma das alternativas mais certeiras no que diz respeito à modernização do sistema de atendimento.

As mudanças realizadas devem fazer parte de um conjunto de ações que visam atender de maneira completa o usuário final que, no fim das contas, será o porta-voz da eficiência da seguradora e propagandista da mesma, caso os resultados saiam como o esperado.

Dentro das empresas a eficiência da tecnologia será evidente, uma vez que o sistema operante  pode auxiliar no processo de tomada de decisão do atendente ao disponibilizar opções mais diretas e padronizadas, oferecendo maior independência a esse profissional.

Esses são alguns dos ganhos que as seguradoras podem receber e também oferecer aos seus clientes, construindo uma relação de segurança e crescimento baseada no aprimoramento de seus sistemas de TI.

*Romulo de Paula é diretor comercial da Art IT, especializada em soluções de tecnologia da informação com forte atuação no mercado de telecomunicações.

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*Por Guido Savian 

            No atual cenário vivenciado na economia brasileira, o consórcio é uma modalidade atraente para os clientes, principalmente, por não ter incidência dos juros, já que os mesmos estão altos. Porém, muitos consumidores têm dúvidas.  Assim, abaixo, apresento sete dicas para sanar as questões mais frequentes identificadas junto aos clientes:

  • O consórcio:

É um produto que já está no mercado há mais de 50 anos e têm sido a escolha de muitos brasileiros na hora de investir e realizar o sonho da casa própria, ou na compra de um carro com planejamento e segurança.  Muitas empresas têm o consórcio em sua carteira de produtos, geralmente, como segunda ou terceira opção. Por isso, é importante pesquisar para escolher com quem fechar o negócio.

Empresa especializada e com atendimento exclusivo é o ideal. Todo cuidado é necessário. Verifique as taxas que mais se adequem ao seu orçamento, confira se a administradora é afiliada a ABAC (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio) e regulamentada pelo Banco Central.

  • Consórcio X Poupança:

O consórcio é um produto único, e por isso não cabe comparações. Porém, alguns economistas apresentam um paralelo entre o consórcio e a poupança, quando a pauta é investimento. Mas, há diferenças. No consórcio o cliente tem a possibilidade de ser contemplado por sorteio ou lance e com isso antecipar a compra, já na poupança, este só terá condições de retirar o dinheiro ou adquirir um bem quando o valor poupado atingir o montante suficiente para comprá-lo. Porém, o poupador precisa ser muito disciplinado e depositar todo mês o valor correspondente ao que ele pagaria na parcela do consórcio.

Não pode esquecer também das atualizações dos preços do bem que escolheu, para quando for comprar os valores não estejam defasados.

 

  • Consórcio x financiamento:

Esse comparativo pode ser feito, entretanto, para a pós-contemplação. Neste caso, as diferenças de taxas são grandes. É necessário considerar que, enquanto não contemplado, o consorciado na verdade é um poupador que investe enquanto paga as parcelas e, tem o crédito valorizado anualmente, por conta da atualização dos preços que ocorrem a cada 12 meses.

Quando contemplado, já com o bem na mão, podem ser traçados os diferenciais das duas modalidades. No financiamento o cliente paga as taxas de juros mensais na faixa de 1,5 a 3% ao mês. Já no consórcio  pagará a média de 0,20% de taxa de administração (7 a 15 vezes menos que o financiamento).

Com o consórcio não há a incidência de juros, por isso, existe essa grande diferença nos valores. Apesar de, ao realizar o financiamento o cliente ter o bem de imediato, pagará por isso valores muito altos. Vale dizer que ganha mais quem se programa para retirar o seu bem pela primeira modalidade, pois também participa de sorteios mensais, com a possiblidade de ofertar lances e assim antecipar a compra.

  • Consórcio para trocar de carro:

É a forma ideal para quem tem ou pretende fazer compras planejadas. Com esses procedimentos fica mais fácil investir o dinheiro. Por exemplo, o cliente já possui um veículo e pretende trocá-lo daqui algum tempo, é só escolher um plano que caiba no bolso, com parcelas acessíveis e ainda ter como vantagem a possibilidade de oferecer o veículo que já possui como lance, ou ser contemplado por sorteio e retirar o veículo novinho antes mesmo do plano terminar.

  • Presente:

É comum pais presentearem seus filhos com o primeiro carro ou moto, por meio do consórcio. Além de ser seguro, pode ser feito com parcelas mais acessíveis.

  • A casa própria:

Existem diversas modalidades de consórcios para imóveis, desde os residenciais, comerciais, na cidade, no campo e na praia. Há também a possibilidade de construção e reforma e até mesmo para compra de terrenos.

O sistema é parecido com o do automóvel, porém com créditos e prazos maiores, o que torna a parcela bem acessível. É uma boa opção, pois permite o uso do FGTS. O produto é ideal para quem pensa no futuro e quer adquirir ou ampliar o patrimônio, sem pagar juros proibitivos e taxas abusivas.

  • O consórcio é mais acessível:

Apresentei aqui alguns motivos e dicas para quem pretende investir no futuro e realizar um sonho. Se você pensa nisso e gostaria de adquirir um bem de uma maneira planejada e segura, o consórcio é a melhor opção. Pesquise, faças as contas e compare. Escolha algo que caiba no seu bolso e atenda às suas necessidades.

 

*Guido Savian é Presidente Administrativo do Consórcio Nacional Embracon, empresa com mais de 25 anos de experiência no mercado.

 

 

Dia_das_MaesQuando nos vem à mente uma figura de mãe, sempre surge acompanhada de um misto de divino e humano.

É muito rara a pessoa que não se comova diante da lembrança de sua mãe.

Meninos que abandonaram o lar por motivos variados e vivem nas ruas, quando evocam suas mães, uma onda de ternura lhes invade o ser.

Por que será que as mães são essas criaturas tão especiais?

Talvez seja porque elas têm o dom da renúncia…

Uma mãe consegue abrir mão de seus interesses para atender esse serzinho indefeso e carente que carrega nos braços.

Mas as mães também têm outras características muito especiais.

Um coração de mãe é compassivo. A mãe sempre encontra um jeito de socorrer seu filho, mesmo quando a vigilância do pai é intensa.

Ela alivia o castigo, esconde as traquinagens, defende, protege, arruma uns trocos a mais.

Sim, uma mãe sempre tem algum dinheiro guardado, mesmo convivendo com extrema necessidade, quando se trata de socorrer um filho.

Mães são excelentes guarda-costas. Estão sempre alertas para defender seu filho do coleguinha terrorista, que quer puxar seu cabelo ou obrigá-lo a emprestar seu brinquedo predileto…

Quando a criança tem um pesadelo no meio da noite e o medo apavora, é a mãe que corre para acudir.

As mães são um pouco fadas, pois um abraço seu cura qualquer sofrimento e seu beijo é um santo remédio contra a dor…

Para os filhos, mesmo crescidos, a oração de mãe continua tendo o poder de remover qualquer dificuldade, resolver qualquer problema, afastar qualquer mal.

No entender dos filhos, as mães têm ligação direta com Deus, pois tudo o que elas pedem, Deus atende.

O respeito às mães perdura até nos lugares de onde a esperança fugiu.

Onde a polícia não entra, as mães têm livre acesso, ainda que seja para puxar a orelha do filho que se desviou do caminho reto.

Até o filho bandido respeita sua mãe, e lhe reverencia a imagem quando ela já viajou para o outro lado da vida.

Existem mães que são verdadeiras escultoras. Sabem retirar da pedra bruta que lhe chega aos braços a mais perfeita escultura, trabalhando com o cinzel do amor e o cadinho da ternura.

Ah, essas mães!

Ao mesmo tempo em que têm algo de fadas, também têm algo de bruxas…

Elas adivinham coisas a respeito de seus filhos, que eles desejam esconder de si mesmos.

Sabem quando querem fugir dos compromissos, inventam desculpas e tentam enganar com suas falsas histórias…

É que os filhos se esquecem de que viveram nove meses no ventre de suas mães, e por isso elas os conhecem tão bem.

Ah, essas mães!

Mães são essas criaturas especiais, que Deus dotou com um pouco de cada virtude, para atender as criaturas, não menos especiais, que são as crianças.

As mães adivinham que a sua missão é a mais importante da face da Terra, pois é em seus braços que Deus deposita Suas jóias, para que fiquem ainda mais brilhantes.

Talvez seja por essa razão que Deus dotou as mães com sensibilidade e valentia, coragem e resignação, renúncia e ousadia, afeto e firmeza.

Todas essas são forças para que cumpram a grande missão de ser mãe.

E ser mãe significa ser cocriadora com Deus, e ter a oportunidade de construir um mundo melhor com essas pedras preciosas chamadas filhos…

 Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.
Em 31.01.2010.

No mundo, dependemos uns dos outros. Assim dispõe a Lei de Sociedade, uma das Leis Morais. Quis o Criador que os Seus filhos vivessem a fraternidade e a solidariedade, no rumo do progresso.

Por isso mesmo, é comum termos dívidas de gratidão. Em alguns momentos de nossa vida alguém nos ajuda e tudo que acontecer daí por diante, será graças a esse momento.

Lembramos de um jovem baiano, décimo terceiro filho de uma família modesta. Ele desejava estudar, planejava ir para uma Universidade, tornar-se psicólogo ou psiquiatra.

Em sua cidade interiorana, havia uma escola de datilografia, ele se matriculou, fez todo o curso, com dedicação.

Chegou a formatura. Era um ato social muito elegante, naqueles tempos recuados. Os homens compareciam de terno e gravata e as mulheres com longos vestidos. Um verdadeiro acontecimento social.

Todos os formandos eram fotografados para compor um grande quadro.

O jovem, em seus doze anos apenas, não tinha roupa adequada para ir à formatura, nem a família tinha recursos a dispor para isso.

Uma vizinha, conversando com a mãe do formando, lhe perguntou a razão da sua tristeza.

É que meu filho vai se formar em datilografia e não poderá comparecer à cerimônia.

Por que não?

Porque ele não tem terno, nem gravata.

A senhora, solícita, falou:

Eu posso solucionar este problema. Meu marido tem o mesmo corpo que o seu filho. Ele acaba de comprar um terno novo para uma festa na próxima semana. Empresto a roupa, seu filho vai receber o diploma. Quando voltar, a senhora me devolve.

Grande foi a felicidade quando a mãe mostrou o terno de linho ao jovenzinho. Ele o vestiu, foram feitos uns ajustes nas mangas do paletó, com alguns alfinetes.

Ele se olhou ao espelho, quase encantado. Jamais vestira uma roupa tão alinhada.

Foi para a cerimônia, exultante de felicidade.

No dia seguinte, sua mãe devolveu o terno.

Passados muitos anos, aquele rapaz ainda recordava, com gratidão, daquela senhora tão gentil, que fizera a sua felicidade juvenil.

Durante mais de setenta anos, tendo se transferido de cidade, ele lhe escreveu todos os meses, até a morte dela, muito idosa.

*   *   *

A gratidão é esse movimento de ternura, que se extravasa dos corações. Muito mais do que um simples reconhecimento dos benefícios recebidos, significa o expressar de um sentimento profundo.

Gratidão atravessa o tempo e o espaço. Poderão se multiplicar os anos, se alterar o quadro da existência, nos transferirmos para lugares distantes, sem que se altere esse sentimento.

E há tantos que nos merecem a gratidão: nossa mãe que nos permitiu renascer, que nos alimentou e cuidou, noites a fio; nosso pai que nos acompanhou os dias da infância e da juventude, orientando-nos; os professores que nos abriram as portas do conhecimento, e nos ilustraram o intelecto.

Também quem nos concedeu a possibilidade do primeiro emprego; quem nos encaminhou nos rumos da vida religiosa; quem nos ofereceu amizade, compreensão, compaixão.

Pensemos nisso e não nos esqueçamos de tributar gratidão constante a todos esses que floriram nossos caminhos e iluminaram nossas vidas.

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato relatado por Divaldo Pereira Franco.

Em 31.3.2015.

Foi durante a guerra civil chinesa, que sucedeu ao conflito mundial da Segunda Guerra.

Wong e sua esposa Lee, com as quatro filhos, tinham urgência em sair da China, rumo a Hong Kong. Ele era um ilustre professor procurado pelas forças que oprimiam o país.

Enquanto ele tentava conseguir um meio de transporte que, a muito dinheiro, os pudesse levar para o campo, à casa de um tio, onde se poderiam ocultar, tentando salvar as próprias vidas, Lee tentava acalmar as pequenas.

Ela precisava cuidar da bagagem, porque não eram poucos os que se aproveitavam para saquear os incautos. As crianças, assustadas, em meio à movimentação intensa, choramingavam, agarradas às suas vestes.

Num tempo que pareceu eterno, o marido chegou com um jinriquixá, uma espécie de carrinho, puxado por um homem. Enquanto ele providenciava a acomodação das malas, embrulhos e valises no pequeno transporte, um outro se aproximou.

Vislumbrando a chance de um bom dinheiro, ofereceu-se para levar a família ao seu destino por um valor menor.

O professor Wong, homem prático, aceitou. Porém, a esposa disse que não era correto dispensar o homem que antes fora contratado. Afinal, ele perdera seu tempo, andara até ali puxando seu veículo e merecia respeito.

Falou de forma tão incisiva que o marido aceitou suas ponderações e lá se foram, no transporte mais caro.

Quase ao final da viagem, um impasse. O tio de Wong morava do outro lado do canal, e o condutor do jinriquixá não ousou atravessá-lo.

O casal dividiu a bagagem entre si e as pequerruchas e venceram a pé a ponte.

Chegando à casa do tio, se acomodaram, alimentaram as filhas e as deitaram. Duas horas se haviam passado. Então, Lee se deu conta de que faltava uma mala.

Exatamente aquela em que havia escondido todo o dinheiro que haviam conseguido juntar, antes da fuga.

E agora? Pôs-se a chorar, abraçada ao marido.

Como continuar a fuga? Como dar continuidade à vida, sem nada a não ser as roupas e quatro bocas famintas para alimentar?

Alguém bateu à porta. Todos se olharam temerosos. Seriam andarilhos salteadores? Talvez guerrilheiros que lhes haviam descoberto a fuga?

O tio, procurando demonstrar uma calma que longe estava de sentir, abriu a porta. A punição por acolher fugitivos era a morte.

E ali estava o condutor… com a mala. Ao ver que fora esquecida em seu transporte fizera um longo trajeto de volta, ousara atravessar a ponte, somente para entregar a uma família fugitiva a mala, com o seu conteúdo intacto.

Todos ficaram parados, sem reação, pelo inusitado do momento. Um gesto de honestidade em meio à confusão que vivia o país e onde muitos somente pensavam em tomar dos outros, à força, o que pudessem.

Lee ajoelhou-se e agradeceu a Deus, que lhe havia inspirado fazer a viagem com aquele homem, apesar do preço mais elevado.

*   *   *

A gratidão e a honestidade se revelam nos corações bem formados.

Mesmo em meio ao caos, o homem guarda na intimidade valores reais dos quais lança mão, em momentos precisos.

Por vezes, um simples gesto pode redundar em muitas bênçãos. Como o de Lee, em manter a fidelidade ao contrato verbal acertado com um desconhecido, em meio à angústia e quase pavor, que alcançou ressonância em outro coração, quiçá, tão perseguido e maltratado como o dela mesma.

 

Redação do Momento Espírita, com base
em fato, narrado pela filha do Professor Wong,
Shou Wen Allegretti.

Em 18.2.2015.

Li, certa vez, um ditado: Ao pé do farol não há luz.anjo arqueiro

Mas o que dizer quando nos referimos não a uma proximidade geográfica, mas sim emocional, como a relação entre pais e filhos?

Somente hoje, distante dos meus pais, enxergo o suficiente para ver, com relativa nitidez, a luz de seu farol. Compreendo a liberdade acolhedora de seu amor que, à época, eu percebia como sufocante e limitador.

Foi preciso jogar-me ao mar, navegar nas águas e intempéries daquilo a que chamamos vida para vislumbrar, não somente o que me tornei, mas também para reconhecer a segurança do cais do qual parti.

Como todo jovem, clamava por liberdade. Aos pés do farol, contemplava deslumbrado o mar que à minha frente se expandia. Assim, tão cheio de possibilidades. E de perigos.

Perigos dos quais, por tantas vezes, fui alertado por meus pais que, com o farol de seu amor, iluminavam-me o caminho e a melhor rota a seguir.

Mas eu, que estava aos pés do farol, enxergava apenas a beleza do horizonte e meus olhos, teimosos e orgulhosos, não percebiam a dureza do percurso.

Hoje eu sou pai…

*   *   *

Meus filhos cresceram, amadureceram, ganharam mais e maiores responsabilidades e percebo que, como muitos pais, continuo a tratá-los como se tivessem a mesma idade, a mesma mentalidade, as mesmas fragilidades.

Agora compreendo que, para aprender a navegar, é necessário desafiar as tormentas e as borrascas do mar.

É chegada a hora de aceitar um dos mais difíceis e inevitáveis desafios da vida: se nossos filhos estão ao pé do farol, eles só poderão ver a luz se adentrarem ao mar.

Fala-nos o poeta Khalil Gibran: Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.

*   *   *

Felizes aqueles que compreendem a dinâmica da vida.

Filhos, contemplem a vida em suas infinitas possibilidades, porém o façam através da luz que, zelosos, seus pais lançam sobre ela, a fim de protegê-los dos percalços do caminho.

Pais, tomem seus rebentos pelas mãos com o intuito de conduzi-los. Porém, lembrem-se de que guiar, indicar a direção a seguir, não é sinônimo de caminhar pelo outro.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Os filhos, do livro O profeta, de Khalil Gibran,ed. L&PM Pocket. Em 6.3.2015.

Gotas na água
“Oceanos volumosos são nada mais do que gotinhas de água.”

Certa vez, um homem ligou para sua esposa da cabina telefônica de um aeroporto.

Quando as suas moedas terminaram, a telefonista o interrompeu para dizer que lhe restava apenas um minuto.

O homem se apressou para encerrar a conversa com a esposa mas, antes que eles tivessem tempo de se despedir, a linha caiu.

Com um suspiro, o homem pôs o fone no gancho e começou a sair da minúscula cabina.

De repente, o telefone tocou. Imaginando que fosse a telefonista, solicitando a colocação de mais moedas, ele pensou em não atender. Mas alguma coisa lhe disse para pegar o telefone.

De fato, era a telefonista. Contudo, ela não queria mais moedas. Tinha um recado para ele.

Depois que o senhor desligou, sua esposa disse que o amava. Achei que o senhor gostaria de saber.

*   *   *

Em qualquer atividade que exerças, considera-te servidor de Deus.

Por mais humilde seja a tua profissão, ela é por demais valiosa no conjunto social em que te encontras.

Cumpre com os teus deveres com alegria, e consciente do seu significado, do valor que eles têm e de quanto são importantes para a comunidade.

Ilhas imensas surgem nos mares, construídas por humildes ostras.

Desertos colossais resultam de pequenos grãos de areia que se acumulam.

Oceanos volumosos são nada mais do que gotinhas de água.

A tua parcela no mundo é de grande relevância. Portanto, trabalha com disposição e nobreza.

Não explores negativamente os semelhantes, retirando proveitos imediatos indevidos, através de tua profissão.

Muitos, enquanto exercitam a sua atividade profissional, oferecem materiais e produtos de inferior qualidade, ao preço de qualidade superior.

Outros egoístas, em suas oficinas, mentem, fingem, alegam trocas de peças, substituindo-as por aquelas de inferior possibilidade, ganhando dinheiro desonestamente.

Muitos funcionários encenam enfermidades, conseguem falsos atestados médicos, abusam de prerrogativas, para não exercerem as suas horas de trabalho.

Cada profissão no mundo guarda o compromisso de forjar o bem e o progresso dos grupos humanos. Também de iluminar todos aqueles que, na qualidade de dignos profissionais, honram os deveres, como legítimos cooperadores do Criador.

Não sejas daqueles que adotam profissões visando o destaque social, o ganho rápido e o menor esforço.

Quando ouças alusões a riquezas e prestígios, pensa em tantos doentes sem médico, analfabetos sem professor, explorados sem advogados que os ajudem e tantas outras necessidades humanas, a fim de que exerças a tua profissão com o melhor de ti.

A missão do homem inteligente na Terra deverá ser fazer a vida crescer por onde sigam os seus passos.

Trabalha feliz e exerce a tua atividade profissional com honra.

*   *   *

A profissão não deve ser encarada simplesmente como a possibilidade do ganho material. É também fator de crescimento.

É daquelas questões que, na esfera dos planejamentos reencarnatórios, antes do retorno à carne, são ajustadas no mundo invisível.

Abraça, pois, a tua profissão e exerce-a com amor, demonstrando a tua capacidade de ser útil e atender ao desenvolvimento da sociedade em que vives.

 

Redação do Momento Espírita com base no cap. Ligação interurbana, de Bárbara Johnson, do livro Histórias para o coração da mulher, organizado por Alice Gray, ed. United Press; no cap. Juventude e profissões, do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque;  no cap. 4, do livro Educação e vivências, pelo Espírito Camilo, ambos psicografados por Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. 198, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

Em 14.1.2015.

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Questionar a ação de muitos motoristas no trânsito brasileiro. Como este foco, a Seguradora Líder-DPVAT, administradora do Seguro DPVAT no País, lança hoje um vídeo com uma pegadinha realizada durante a aula prática de uma autoescola. O conteúdo traz a reação de futuros motoristas ao serem instigados a realizar uma condução agressiva do veículo e questiona: “se não é assim que você aprendeu, por que é assim que você faz?”. O material pode ser acessado no blog da Seguradora, o Viver Seguro no Trânsito e lembra também que todos são pedestres em algum momento do dia.

A campanha é uma das ações da Semana Nacional do Trânsito, promovida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e que ocorre de 18 a 25 de setembro. Além disso, o blog Viver Seguro no Trânsito trará informações educativas e explicativas como por exemplo comportamento no trânsito, direção defensiva e sobre o Código Brasileiro de Trânsito.

“Nossa intenção com esta campanha é promover uma análise de consciência de toda a sociedade civil e poder público. Além de questionar políticas de trânsito, precisamos questionar nossas atitudes enquanto atores,” explica Marcio Norton, diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT.

O Brasil é um dos países em que mais se morre no trânsito. Apenas nos seis primeiros meses do ano foram pagas 25.181 indenizações por morte e 259.845 benefícios por invalidez permanente. Destas, 31% e 20% foram para pedestres, respectivamente.

 

Serviço Campanha para a Semana Nacional do Trânsito:

Blog Viver Seguro no Trânsito – http://www.viverseguronotransito.com.br/

 

Canais de Comunicação para indenizações:

SAC DPVAT – 0800 022 1204

Site – http://www.dpvatsegurodotransito.com.br/

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