Clube da Bolinha do Paraná

Clube da Bolinha do Paraná

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Clube da Bolinha – A Primeira Confraria do Mercado

O Clube da Bolinha foi criado com base no tripé Companheirismo, Ética e Solidariedade

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O primeiro Clube da Bolinha do Brasil foi implantado em São Paulo, no ano de 1948, tendo como lema “Unindo o Seguro no Brasil”.

O Clube da Bolinha nasceu em São Paulo, tendo sido idealizado por Dimas de Camargo Maia. Segundo o próprio Dimas, o Clube da Bolinha não foi fundado, mas, sim, foi nascendo da necessidade que sentia de discutir as dificuldades que enfrentava no dia a dia do mercado. Ocasionalmente, depois do expediente, procurava um amigo para conversar sobre as dificuldades que enfrentava, de forma a que ele o ajudasse a encontrar soluções para esses problemas.

Esses encontros ocorriam em uma pizzaria e, ajudados por uma agradável conversa, sempre acompanhada pela especialidade da casa, as soluções surgiam facilmente. Diante disso, Dimas decidiu dividir com amigos essa nova e agradável forma de buscar soluções.

A receptividade foi grande e a turma foi crescendo. Logo surgiu a necessidade de se estipular um critério de escolha de companheiros para a confraria que estava surgindo. Foi, então, que se optou pelo critério das “Bolinhas”, que acabou por dar nome à confraria.

O sistema de aprovação de um novo membro funciona assim: existem bolinhas brancas e bolinhas pretas, bem como sacos com cores correspondentes. Para escolher aprovar ou não um novo companheiro, cada membro do clube recebe uma bolinha branca e uma preta. Para aprovar o ingresso do candidato, coloca-se a bolinha branca no saco branco e a bolinha preta no saco preto. Caso desaprove o candidato, inverte-se o processo. No início, um voto contrário era suficiente para se eliminar o candidato. Hoje, é necessário obter um mínimo de 80% de bolinhas brancas para se tornar membro do clube.

Com a escolha de novos componentes dificultada e rigorosa, o Clube da Bolinha em São Paulo reuniu o que havia de melhor no mercado de seguros paulista. Em 1951, havia apenas treze “Bolinhas” (como passaram a ser denominados os integrantes do clube) no clube paulista.

Após a realização da primeira Conferência Brasileira de Seguros e Capitalização, no Rio de Janeiro, o conceito do Clube da Bolinha cruzou as fronteiras paulistas. O Clube da Bolinha do Rio de Janeiro foi fundado por Walter Braga de Niemeyer logo após a Conferência. Logo surgiram outros clubes em Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

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Paraná

No Paraná, o Clube da Bolinha foi fundado por Dênio Leite Novaes, no dia 22 de fevereiro de 1962.

Dênio Novaes, aliás, mais que fundador, foi o agente agregador do Clube da Bolinha, verdadeiro símbolo do espírito do Clube. Ele explicava o Clube da Bolinha como sendo um “grupo de ajuda mútua”. “Quando entramos para o clube somos todos iguais, não importa o cargo que exercemos lá fora”, frisava Dênio Novaes, lembrando que a alma do grupo está no caráter de seus participantes. Segundo ele, todos os membros do clube têm que ter um histórico baseado no companheirismo, na ética e na solidariedade, que formam o tripé filosófico do clube.

Outra característica do Clube da Bolinha é o fato de não ter sede nem estatuto, apenas um decálogo. “O Clube da Bolinha é um conjunto de idéias”, resumia Dênio.

Na sua fundação, o Clube da Bolinha só admitia donos ou diretores de seguradoras como membros. Com o tempo, foi aberta a participação para os outros segmentos do mercado, como corretores, securitários, além de profissionais do IRB – Instituto de Resseguros do Brasil e da Susep – Superintendência de Seguros Privados.

Anualmente um dos membros do Clube é eleito para o cargo de Magnífico Reitor (confira a relação abaixo).

Em um mercado extremamente competitivo como o de seguros, o Clube da Bolinha surge como um oásis, suavizando a competitividade do dia a dia, lembrando a todos que por trás dos profissionais, existem pessoas, e que é possível, sim, semear, colher e conservar amizades. Como dizia Dênio Novaes, “hoje somos todos amigos, conservamos as amizades, divergimos em alguns princípios, mas somos todos iguais, temos unidade de pensamento”.

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M. Reitores do Clube da Bolinha

Altamirando Pereira (1962)

Bráulio R. da Cruz (1963)

Leo M. Zanardini (1964)

Dênio Leite Novaes (1965, 1981, 1990 e 1993)

Victor A. Barbosa (1966)

Dirceu W. Capistrano (1967)

João Elísio F. Campos (1968)

Attílio B. Ribas (1969)

Mário Petrelli (1970)

Hamilcar F. Pizzatto (1971)

Lyzis Isfer (1972)

Manoel S. Machado (1973)

Lino Oyola Neto (1974)

João Gilberto Possiede (1975)

Amaury N. Freire Gameiro (1976)

José Luiz Lins de Souza (1977)

Diney José França (1978)

Aloar Gerson Brenner (1979)

Edmundo P. D. da Costa (1980)

Antônio Constantino Volkov (1981)

Renato Bechara Amim (1982)

Lídio Lorusso (1983)

Waldemiro Bazan (1984)

João Batista C. Campos (1985)

José M. de Miranda (1986)

Armin  Frentzel (1987)

Armando Sobreiro Jr. (1988)

Custódio de F. Bandeira Neto (1989)

Rubens Artur Hering (1991)

Pedro Augusto Schwab (1992)

Sérgio M. Seixas Pinto (1993)

João Carlos Ourives (1994)

Zanoni Santos (1995)

Hélio Rodrigues de Oliveira (1996)

Antônio Carlos Fleury de Campos Lima (1997)

Gabriel Baron Jr. (1998)

Ramiro Fernandes Dias (1999)

Paulo Jocelyto Moll (2000)

Marcelo André Pasini (2001)

Paulo Cezar Possiede (2002)

Moacir Abbá de Souza (2003)

Carlos Antonio Gentile (2004)

Paulo Cesar Ferreira de Castro (2005)

Miguel Tomaz Suchek (2006)

Luiz Ernani Lepchak (2007)

Artur Oscar Nogueira Hoff (2008)

Elcio Ricardo de Miranda (2009)

Pedro Eyng (2010)

João Gilberto Possiede (2011)