Banco do Brasil terá o Icatu como sócio estratégico em capitalização

Banco do Brasil terá o Icatu como sócio estratégico em capitalização

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Alex Ribeiro, de Brasília – O Banco do Brasil escolheu o seu sócio estratégico para atuar no segmento de capitalização. Será o Icatu, atual sócio minoritário na Brasilcap, com quem o BB mantém uma parceria desde 1995. SulAmerica e Aliança da Bahia devem deixar a companhia. Pesou na escolha a experiência do Icatu na área de capitalização e a disposição do grupo em fazer os investimentos necessários para aumentar o volume de negócios no segmento.

Hoje, a Brasilcap é uma empresa com controle privado, com 50,01% do capital nas mãos de parceiros estratégicos. O BB tem 49,99% das ações da empresa de capitalização; a SulAmerica, 16,67%; a Icatu, 16,67%; a Aliança da Bahia, 15,8%; e outros acionistas minoritários, 0,87%.

Segundo as negociações, que estão avançadas mas ainda não chegaram ao desfecho, a Icatu vai ampliar sua participação acionária na Brasilcap para algo equivalente a 50% mais uma ação ordinária, com direito a voto e, portanto, terá influência direta na administração dos negócios. O BB, por sua vez, ficaria com 50% menos uma ação ordinária da Brasilcap.

O que está sendo discutido é como o Icatu aumentaria sua participação acionária e há várias hipóteses em negociação. Uma delas é o BB comprar as participações da SulAmerica e da Aliança da Bahia para, em seguida, revendê-las ao Icatu. Outra possibilidade é o Icatu comprar as participações acionárias diretamente da SulAmérica e da Aliança da Bahia. Num terceiro modelo em estudo, tanto BB quanto Icatu comprariam, em conjunto, participações acionárias dos outros dois sócios. Pelo acordo fechado entre o BB e a Icatu, o banco federal terá a totalidade das ações preferenciais da Brasilcap. Assim, na soma total do capital social da companhia de capitalização, o BB teria cerca de 75%, o que significa que ficará com 75% dos lucros distribuídos pela empresa.

A manutenção da Brasilcap como empresa com controle privado, por outro lado, dá maior agilidade para a contratação de mão de obra e produtos e serviços, num segmento com alta competição. Caso se tornasse uma empresa estatal, a Brasilcap estaria sujeita a amarras como a exigência de realização de concursos públicos para contratar funcionários e licitações para a compra de produtos e serviços. Para o Icatu, o grande atrativo do negócio é vender produtos de capitalização dentro das agências e demais canais de atendimento do Banco do Brasil.

O acordo na Brasilcap é mais um passo na restruturação da operação de seguros do BB. Hoje, o segmento responde por apenas 15% dos lucros do banco federal, bem abaixo dos concorrentes privados, onde o percentual gira em torno de 25%. No ano passado, o BB escolheu o grupo espanhol Mapfre como sócio estratégico para as áreas de seguros de ramos elementares, rural e vida, substituindo a SulAmerica. Essa parceria inclui ainda seguros para automóveis e residências. Em seguida, o BB fechou um acordo com o Principal Group para a Brasilprev, a empresa de previdência complementar do banco federal. Por esse entendimento, o Principal Group tem o controle da Brasilprev, mas o BB tem a maior parte do capital e, por isso, fica com o grosso do lucro. A restruturação do segmento de seguridade teve início em meados de 2008, quando o BB comprou a participação que a Aliança da Bahia mantinha na Aliança do Brasil. O próximo passo será definir um modelo para a atuação no segmento de seguro de saúde.

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Fonte: Valor Econômico | Finanças | SP

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