Conferência do IAIS debateu o acesso ao seguro

Conferência do IAIS debateu o acesso ao seguro

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A 16ª Conferência Anual da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) reuniu cerca de 500 pessoas de 100 países, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, entre 21 e 24 de outubro. Esta foi a primeira vez que o evento, realizado pela Susep com apoio da Escola, aconteceu no Brasil.

O encontro foi marcado por anúncios importantes, como o investimento do Estado para tornar o Rio de Janeiro um pólo de resseguro, feito pelo secretário estadual de Desenvolvimento, Julio Bueno, e a autorização concedida para realização do concurso para criação de 284 postos na Susep, feita pelo titular da autarquia, Armando Vergilio dos Santos Junior.

Além disso, foi lançada oficialmente a Iniciativa de Acesso ao Seguro, um programa mundial que conta com a participação da IAIS, do Grupo Consultivo para Assistência aos Pobres (CGAP), do Banco Mundial, da Organização Internacional do Trabalho (ILO), do Ministério Federal Alemão de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (BMZ) e do FinMark Trust.

O programa consiste no apoio daquelas entidades ao mapeamento dos principais problemas regulatórios dos países selecionados e a sugestão de mudanças que permitam o desenvolvimento do microsseguro neles. Regina Simões, responsável pela área de Microsseguros da Susep, acredita que a iniciativa é de grande valia em países onde não há sequer estrutura de sistema financeiro.

Armando Vergilio explicou que a definição de microsseguro no Brasil não acompanhará a mundial, já que a renda anual conjunta dos 100 milhões de brasileiros – público-alvo desta nova modalidade – é de US$ 200 bilhões, enquanto 700 milhões de indianos sobrevivem com a renda conjunta de US$ 186 bilhões. Além disso, mais de 70% da população da Índia é rural, ao passo que 85% dos brasileiros moram nos centros urbanos.

O superintendente agradeceu à Escola pela participação no Grupo de Trabalho de Microsseguros da Susep, ao elaborar 10 pesquisas que definiram desde o conceito de microsseguro e seu público-alvo até identificar as barreiras regulatórias no Brasil e os produtos prováveis nesse segmento.

O papel da Escola no desenvolvimento da indústria do seguro também foi um dos motes do discurso do presidente da instituição e da Fenacor, Robert Bittar, durante a cerimônia de abertura da Conferência. “É a instituição de ensino qualificadora do mercado como um todo. Sem ela não há mão-de-obra capacitada e, sem educação, não há crescimento do setor”, declarou.

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Fonte: Funenseg - Escola Nacional de Seguros

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