Corretores ganham importância nas empresas

Corretores ganham importância nas empresas

O movimento de concentração no mercado de seguros de automóveis pode ser positivo para os corretores, avaliam os profissionais do setor. A perspectiva é que eles ganhem importância dentro da estratégia das seguradoras de aumentar as vendas e buscar novos clientes.

No caso da associação do Itaú com a Porto Seguro, a queridinha dos corretores, a perspectiva é de mais negócios para esses profissionais. Leoncio de Arruda, presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), avalia que a cultura da Porto vai prevalecer na associação. A razão é que Jayme Garfinkel, presidente da seguradora, é quem vai cuidar da gestão da nova empresa. O Itaú, que também usa esses profissionais para a venda de seguros, não é visto com maus olhos por Arruda. “Ganhamos todos. Esse acordo será positivo para os corretores”, diz ele. Em entrevista recente ao Valor, Garfinkel disse que estava pensando formas de colocar os corretores dentro das agências do Itaú.

Já a estratégia do Banco do Brasil não é vista com tanta simpatia pelo Sindicato dos Corretores. Arruda argumenta que o banco demorou demais para “descobrir” os corretores. Segundo ele, primeiro o banco cresceu o que podia usando as agências do banco e só agora vem procurar esses profissionais para aumentar as vendas. “O BB é um corpo estranho nesse mercado.”

Já Gustavo Mello, sócio da corretora carioca Correcta Seguros, acredita que o BB vai trazer novos negócios para os corretores. “Basta lembrar o alto faturamento da corretora do próprio banco, sempre na casa dos milhões de reais”, diz ele. Segundo o Valor apurou, a Brasilveículos já faz testes com corretores em algumas capitais, mas espera o banco reestruturar a área de seguros para colocar a estratégia em marcha.

O país conta com 62 mil corretores ativos, incluindo pessoas físicas e jurídicas. A legislação que criou esse profissional é de 1964. A venda de seguro não precisa ser feita por esse profissional, segundo lei de 1966. O que é obrigatória é o pagamento da comissão de corretagem de seguros em toda venda de uma apólice. Por isso, muitos bancos criam corretoras próprias e o pagamento dessa comissão é feita à essa empresa. O canal corretor responde por 71% das vendas de seguros hoje no país. O resto vem das vendas em agências de bancos.

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Fonte: Valor Econômico | SP

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