‘Éramos o pato feio do grupo e do mercado’, diz presidente da...

‘Éramos o pato feio do grupo e do mercado’, diz presidente da Mapfre no Brasil

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Antonio Cássio dos Santos fala sobre o salto de crescimento da seguradora espanhola no País, que hoje fatura R$ 4,3 bilhões e está prestes a fechar um audacioso negócio com o Banco do Brasil

Há uma década, o que a seguradora espanhola Mapfre faturava ao longo de 12 meses no Brasil, hoje fatura em quinze dias. A expansão dos resultados foi acompanhada pelo avanço na carteira de segurados, que passou de menos de 1 milhão para 15 milhões em 2009. Esses são alguns dos números que o presidente da companhia no País, Antonio Cássio dos Santos, gosta de destacar, lembrando que a empresa já foi desacreditada pelos concorrentes. “Quando eu falava, há dez anos, que seríamos uma das três ou quatro maiores companhias do Brasil, todo mundo ria, nós éramos um pato feio dentro do grupo Mapfre e dentro do mercado”, afirma Santos em entrevista ao Economia & Negócios. Atualmente, a empresa exibe um faturamento de aproximadamente R$ 4,3 bilhões e está entre as maiores empresas do ranking brasileiro de seguros.

Para Santos, o crescimento acelerado do grupo no País deve-se a uma mudança estratégica de público-alvo. Segundo ele, a empresa migrou de seu mercado tradicional – formado pela classe média – para os dois extremos da pirâmide: classe A e classes C- e D. “Éramos uma companhia como todas as outras, focada na classe C+ e em seguros de veículos. Hoje somos uma empresa multiprodutos e multicanal, que tem o corretor como intermediário-chave de qualquer operação”, afirma o executivo.

Neste momento, a empresa se prepara para concretizar uma importante parceria com o Banco do Brasil, que deve alçá-la à liderança no setor de seguros de risco (que não incluem os títulos de capitalização e os planos de previdência). A joint venture foi anunciada em outubro de 2009, mas as negociações ainda estão em curso. “Imaginamos que em algum momento nos próximos dois meses teremos isso resolvido. A operação, para tudo aquilo que é risco, será provavelmente a maior do País”, afirma Santos, destacando que algumas áreas terão destaque especial dentro da aliança, como vida, automóveis e seguros industriais.

No médio e curto prazo, as apostas da empresa estão direcionadas aos seguros massivos para grupos populares, os chamados microsseguros. “Eles serão os condutores do crescimento do setor no Brasil”, prevê Santos. Outro foco da companhia, segundo o executivo, são as grandes obras de infraestrutura, que necessitam de seguro tanto na fase de projeto, como de execução e manutenção. As pequenas e médias empresas e os trabalhadores informais também estarão no radar da seguradora nos próximos anos. “O mercado de seguros no Brasil é um gigante adormecido”, resume o executivo.

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Fonte: Estadão

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