Ética e transparência na atividade seguradora

Ética e transparência na atividade seguradora

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Em suas edições anteriores, o seminário se preocupou em facilitar o diálogo e a compreensão mútua entre o mercado de seguros e diferentes setores da sociedade, a começar pelo Judiciário, onde deságuam, anualmente, mais ou menos 120 mil processos originados por relações de seguros.

Com um formato enxuto – das sete edições anteriores, seis tiveram duração de meio dia – e extremamente focado nos pontos a serem abordados, o evento serviu de parâmetro para vários outros, que passaram a ser regularmente realizados baseando-se no seu modelo de abordagem.

Por isso mesmo, a oitava edição do seminário, depois de muita conversa e muita reflexão entre seus organizadores, inova, de novo.

Invariavelmente, mudanças no formato, na abordagem ou no conteúdo de um evento fazem com que ele adquira mais gás para continuar buscando os fins a que se propõe. E a finalidade básica desta série de seminários é fazer com que o setor de seguros seja visto como uma atividade madura e eficiente, além de ser uma importante ferramenta de proteção e desenvolvimento social.

Estava na hora de mudar – e o seminário mudou. Não apenas no conteúdo, mas, mantendo a mesma forma de suas seis primeiras edições, alterando profundamente a abordagem dos temas. Desta vez não será o mercado quem irá falar. O mercado irá ouvir. Quem falará serão os tomadores de seguros, os parceiros das seguradoras, as autoridades direta e indiretamente ligadas à atividade e um ministro do Supremo Tribunal Federal, instância máxima do Judiciário brasileiro e foro de discussão dos grandes temas socioeconômicos que ainda afligem a sociedade nacional.

Se é importante falar e mostrar o que o setor oferece para a população, também é fundamental que ele conheça a opinião de quem está em volta, interagindo com ele, como compradores de proteção, intermediários, prestadores de serviços ou quem o fiscaliza, baliza e normatiza.

A atividade seguradora atingiu um estágio de desenvolvimento espantoso para quem a conhece há mais de 20 anos. Nunca é demais lembrar que, em 1994, na edição do Plano Real, o total anual de prêmios de seguros gerado pelo mercado nacional correspondia a algo próximo de 0,7% do PIB. De lá para cá este porcentual avançou para mais de 3%, num dos mais expressivos crescimentos setoriais do País, dentro de um contexto onde várias outras atividades se destacaram pelo crescimento acelerado no mesmo período.

Atualmente, parte significativa da classe média está adequadamente atendida por produtos desenhados para ela. Mas mesmo neste nicho ainda há muito a ser feito. De outro lado, o desenvolvimento de produtos indispensáveis para as classes menos favorecidas ainda é incipiente. Como mostra a experiência internacional, para que elas possam sair da pobreza, é necessária a proteção de apólices especialmente desenhadas, capazes de dar o suporte indispensável para que os empreendedores das classes D e E possam criar riquezas e gerar empregos, mudando de patamar e trazendo com eles um número expressivo de pessoas, direta ou indiretamente dependentes de sua evolução.

Para que estes objetivos sejam alcançados é fundamental que toda a atividade – e não apenas as companhias seguradoras – entenda as necessidades da sociedade para, todos remando para o mesmo lado, desenvolverem o modelo capaz de supri-las.

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Fonte: Agência Estado

1 COMENTÁRIO

  1. Desregulamentação e estabilidade da moeda, foram os dois vetores da expansão do Mercado de Seguros a partir de 1992. Agora, a especialização e o gerenciamento de riscos dos clientes é que trarão valor agregado e por consequencia, nova expansão ao setor.

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