IRB Brasil RE lucra R$ 48,2 milhões no 1º semestre

IRB Brasil RE lucra R$ 48,2 milhões no 1º semestre

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O IRB-Brasil RE encerrou os seis primeiros meses de 2009 com lucro líquido R$ 48,2 milhões, montante 55,1% inferior ao registrado em igual período do ano passado, quando o lucro líquido da instituição ficou em R$ 108,8 milhões. De acordo com o presidente do IRB-Brasil RE, Eduardo Nakao, dois fatores contribuíram para a queda: o aumento da frequência e da severidade (valor médio) dos sinistros e uma provisão, não-recorrente, para sinistros ocorridos, mas não suficientemente avisados (IBNER, na sigla em inglês).

A provisão impactou negativamente no desempenho da companhia em R$ 1,0478 bilhão. Nakao explicou que é a primeira vez que a companhia teve de publicar esse item em seu balanço, como determinam as novas regras contábeis da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

A publicação do IBNER influenciou na queda do nosso resultado operacional. Em outras ocasiões nós considerávamos essa provisão, mas não precisávamos publicá-la, afirmou.

O resultado operacional do IRB-Brasil RE nos seis primeiro meses do ano ficou em R$ 19,4 milhões, queda de 86,5% em relação aos R$ 141 milhões apurados em igual período de 2008. Com relação à frequência dos sinistros, Nakao explicou que é normal que, após períodos de forte crescimento da atividade econômica, aumente a ocorrência de sinistros.

Até setembro do ano passado, a economia estava a pleno vapor. Com a recessão, observamos que o volume de sinistros aumentou, o que após períodos de crescimento é natural, disse Nakao.

O índice de sinsitralidade do IRB-Brasil RE no primeiro semestre do ano foi de 89,12%, aumento de 19,7 pontos percentuais em relação aos 69,42% de igual o período de 2008. As carteiras que apresentaram maior aumento do índice de sinistralidade, na comparação do primeiro semestre do ano com igual período de 2008, foram: Seguros de Governo (50%), Riscos de Propriedade (43,27%) e Riscos de Transportes (25,94%).

Com relação à severidade (valor médio do sinistro), o IRB-Brasil RE não tem dados comparativos por semestre, mas, de acordo com a companhia, na comparação com o semestre fechado em dezembro de 2008, houve aumento médio de 6%. Entre os ramos cujo valor médio de sinistro aumentou, estão Garantia (900%), Aeronáutico (50%) e Incêndio (48%).Os sinistros aumentaram em tamanho e quantidade no período, disse.

A despeito do desempenho inferior do semestre, os indicadores de prêmios ganhos e prêmios retidos apresentaram aumentos na comparação do semestre. Os prêmios emitidos (novos contratos) nos primeiros seis meses de 2009 ficaram em R$ 1,565 bilhão, alta de 1,47% sobre o R$ 1,543 bilhão de igual período de 2007. Os prêmios ganhos (recebidos com contratos, não necessariamente novos) ficaram em R$ 857 milhões de janeiro a julho de 2009, alta de 6,24% sobre os R$807 milhões de igual período do ano passado.

De acordo com Nakao, parte deste aumento deveu-se ao fato de que, mesmo após a abertura do mercado de resseguros no Brasil, em 2008, poucas empresas estão atuando localmente e de maneira exclusiva no País. A maior parte das empresas que entraram no mercado, disse ele, é estrangeira e ainda faz a opção de repassar parte do risco ao IRB-Brasil RE.

Três resseguradoras estão atuando efetivamente no País: o próprio IRB, a Jmalucelli Garantias e a Munich-RE (Alemã). Como esse bolo de prêmios emitidos e prêmios ganhos está sendo divido por um número pequeno de resseguradoras, observamos aumentos nesses indicadores, disse.

Nakao disse ainda que o movimento de consolidação que está sendo observado no mercado de seguros do país – com fusões e aquisições de empresas, como a recente associação da seguradora Porto Seguro ao banco Itaú-Unibanco – demonstra que o resseguro brasileiro tende a trilhar o mesmo caminho no médio prazo.

De acordo com Nakao, em dois anos esse movimento poderá ser observado com mais clareza. No momento, disse ele, as parcerias entre resseguradoras são operacionais e implicam em mudanças societárias. A consolidação do mercado, que começou com os bancos e chegou às seguradoras, deverá se completar daqui a dois anos, afirmou.
á investigando outras pessoas que tiveram carros furtados, mas só deram queixa dias depois. (ACA)

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Fonte: Jornal do Commercio RJ

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