Itaú quer crescer em seguros e planeja expansão no Mercosul

Itaú quer crescer em seguros e planeja expansão no Mercosul

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Dentro da estratégia do Itaú Unibanco, as operações com seguros e no Mercosul ainda são menores do que gostaria o presidente executivo da instituição, Roberto Setubal, que vê espaço para um crescimento importante e maior relevância dessas áreas dentro dos resultados do banco.
No entanto, segundo ele, os números do braço de seguros, previdência e capitalização estão ficando importantes. “Não são tão relevantes quanto gostaríamos. Porém, os resultados de forma geral têm crescido, com melhora na reserva técnica e no índice combinado”, disse, em reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado (Apimec) para demonstração de resultados a analistas. O segmento encerrou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 617 milhões, sendo R$ 378 milhões vindos de previdência, R$ 148 milhões de seguros e R$ 91 milhões em capitalização.

Já as reservas técnicas alcançaram R$ 48,04 bilhões, crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o índice combinado passou a 90,7%, alta de 0,5 ponto percentual sobre junho de 2008. Além disso, Setubal enfatizou que, embora o banco não apareça em destaque no ranking geral, alguns produtos têm participação importante. Em seguros – excluído saúde, em que não atua -, mantém a primeira posição de mercado, com 16% de participação. Está em primeiro nos setores residencial, de grandes riscos, garantia estendida e pessoas. “Vemos crescimentos potenciais importantes em vários produtos e vamos trabalhar para isso”, afirmou.

Em relação à participação no Mercosul, o banco vê suas operações como “embrião da internacionalização”. Na época em que foi anunciada a fusão, em novembro do ano passado, Itaú e Unibanco afirmaram que o grande motivador da união era buscar uma expansão internacional da instituição, a começar pela América Latina.

“Eu divido nossas operações internacionais em dois grupos”, classificou Setubal. “Nossa rede em Nova York e na Europa é ligada às operações no Brasil e destinada a apoiar as empresas brasileiras no exterior e sem clientes locais, e nossas agências no exterior, que são bancos locais, como as que temos nos países do Mercosul”, completou o presidente.

O Itaú possui agências em todos os países que formam o bloco econômico – Argentina, Paraguai e Uruguai -, além do Chile, e prevê um crescimento de 25% em seu lucro líquido na região neste ano, passando de R$ 296 milhões, em 2008, para R$ 370 milhões. A maior dessas operações é a chilena, que responde por quase metade do lucro.

Além disso, a instituição espera um crescimento de 13% em seu total de ativos, passando de R$ 16,6 bilhões para R$ 18,9 bilhões. “Ainda são operações pequenas, porém positivas e que vêm melhorando”, analisou. “Vemos essa atuação como projeto piloto para chegar a uma presença mais intensa em outros países”, finalizou.

No total, o Itaú Unibanco encerrou o primeiro semestre de 2009 com um lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo da carteira de crédito chegou a R$ 266 bilhões, um crescimento de 15% em relação a junho de 2008.

Segundo Setubal, o destaque da carteira foi o varejo, que reúne tanto produtos destinados à pessoa física como à jurídica, que teve um crescimento de 17% em relação ao ano passado, chegando a R$ 162,6 bilhões. Dentro do segmento, o crédito para micro, pequenas e médias empresas cresceu 5,3% em relação ao trimestre passado e 28% anualizado, a um estoque de R$ 54,3 bilhões. “O segundo semestre sazonalmente é de alta para o varejo. Nessa carteira, estamos dando muita ênfase às pequenas empresas”, afirmou.

Setubal reconheceu ainda que, no setor de cartões, as mudanças da regulamentação que devem ser realizadas pelo governo federal podem ser benéficas para o setor. “Eu costumo ser a favor de todas as medidas pró-mercado. Sem dúvida, o Banco Central está caminhando para tornar o setor mais competitivo.” “Reconheço”, continuou o dirigente, “que, no curto prazo, essa mudança não é o melhor para as operações do Itaú Unibanco com a Redecard. No longo, porém, é positiva e cria condições melhores para o mercado”, avaliou.

O banco ainda avalia que o cenário em 2010 deverá ser de maior competição no setor bancário brasileiro, devido às fusões de concorrentes, como a de Santander e Real e a de Banco do Brasil e Nossa Caixa, que estarão próximas da conclusão no próximo ano e deverão se concentrar mais em expandir mercado, assim como o Bradesco, que trocou recentemente de direção.

Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que disputam centavo a centavo a liderança do ranking nacional por ativos, veem potencial de crescimento nas mesmas áreas: seguros e América do Sul. Dentro da estratégia do Itaú Unibanco, as operações de seguros e no Mercosul da instituição ainda têm espaço para crescer, na avaliação do presidente executivo, Roberto Setubal. Ele acredita que há possibilidade de expansão de porte nessas duas áreas.

Na mesma linha, o presidente do BB, Aldemir Bendine, disse ontem que quer dobrar a participação de seguros nos resultados do banco. Além disso, a instituição estuda sua chegada à Argentina.

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Fonte: DCI

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