Mercado de TI vê 2010 com otimismo

Mercado de TI vê 2010 com otimismo

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O segmento de tecnologia da informação brasileiro vive um bom momento. Segundo pesquisa da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o setor encerrou 2009 com crescimento de 9,3% e uma receita anual aproximada de R$ 52,8 bilhões. Para 2010, a entidade que tem no Ministério da Ciência e Tecnologia seu principal parceiro, estima um movimento de R$ 57,7 bilhões

“O momento pelo qual passa a indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS) é realmente muito promissor. No mercado interno, não registramos queda de receita e mantemos a taxa de crescimento anual. No mercado externo, o País começa a consolidar uma imagem de provedor global de software e serviços de TI, e o aumento das exportações refletem isso. Nossas projeções para 2010 indicam um volume de negócios em torno de U$ 4 bilhões no exterior”, afirma  Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex.

O mercado nacional de serviços de TI também vive um período positivo e deve manter o ritmo em 2010. Segundo dados da IDC Brasil, a expectativa de crescimento para este ano é de 5,1% em comparação a 2008, movimentando aproximadamente R$ 19,4 bilhões. Para 2010, a consultoria aponta ainda que a manutenção da demanda por outsourcing de TI, além de softwares de gestão empresarial (ERP), business intelligence (BI), integração de sistemas e bases de dados, são alguns dos serviços que mais devem receber investimentos.

Um exemplo desse bom momento é o Grupo HDI, empresa nacional de tecnologia de testes em softwares corporativos. Em 2009, a companhia aumentou seu faturamento em 40%. Especialmente dedicado ao segmento financeiro, o Grupo HDI verificou certa retração neste ano, pois “a crise fez com que os clientes atrasassem o início de muitos projetos de teste para o final de 2009 ou primeiro semestre de 2010”, informa o presidente Marco Bassi. Para 2010, com a retomada normal dos negócios, a perspectiva é crescer 150%.

O mesmo acontece com a I4PRO, empresa líder do mercado de TI para seguradoras. A companhia encerrou 2009 com um crescimento acima de 40%, após ter conquistado 20% de market share nos grupos seguradores. Para o diretor de Marketing e consultor Mauricio Ghetler, o ano de 2010 deve ser ainda melhor. “Existem boas perspectivas, principalmente de projeção da nossa marca internacionalmente no próximo ano. Como os principais mercados – EUA e Japão – já estão se recuperando da crise, estamos bastante otimistas”, afirma.

Outra empresa que vive um cenário positivo é a P3D, empresa desenvolvedora de softwares educativos em realidade virtual, que já exporta para mais de 20 países, como EUA, Espanha, Finlândia, Turquia, Índia e China. Segundo o CEO da companhia, Mervyn Lowe, o aquecimento do mercado externo está acontecendo em ritmo muito variado. “Enquanto nos Estados Unidos e países da Europa constatamos um decréscimo de pelo menos 50% nas vendas, na América do Sul, o Chile mostra sinais de franca recuperação. Já na Ásia, a empresa encontrou as melhores oportunidades, firmando grandes contratos com distribuidores na região. Em 2010, devemos crescer 130% apenas na área de exportação”, comemora.

Essa percepção é compartilhada pelo banco de investimentos Goldman Sachs, que estima crescimento de 4% nos gastos mundiais com tecnologia da informação em 2010. Segundo o banco, as áreas que mais receberão investimento devem ser as de infraestrutura, desenvolvimento de aplicações e sistemas de integração, devido principalmente a adoção de novas tecnologias – como virtualização e cloud computing – pelas empresas.

Entretanto, a instituição alerta que o resultado pode oscilar, dependendo das condições macroeconômicas, já que o mercado mundial de tecnologia ainda se recupera da crise financeira que atingiu a maioria dos países desenvolvidos. Para alguns analistas, a indústria de TI voltará a crescer em 2010, mas o mercado não vai se recuperar dos níveis de renda anteriores até 2012.

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Fonte: Studio DPI Comunicação Integrada

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