Mercado debateu regulação em seminário internacional

Mercado debateu regulação em seminário internacional

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O Rio de Janeiro foi palco do seminário internacional “Novos Paradigmas Regulatórios: Tendências Internacionais – Os Impactos nas Companhias“, promovido pela FunensegEscola Nacional de Seguros, entre 11 e 12 de maio, no Hotel Caesar Park. A abertura do evento coube ao diretor da Susep, Murilo Chaim, e ao diretor executivo da Escola, Renato Campos, que explicou que o objetivo foi de debater as práticas regulatórias dos mercados nacional e internacional.

O diretor comemorou a realização pela primeira vez no Brasil da Conferência Anual da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS), evento realizado pela Susep, com o apoio institucional da Escola. Ele adiantou, ainda, a exportação do know-how da instituição, com a promoção de treinamento de profissionais de uma seguradora angolana.

Eduardo Fraga, coordenador da Gerência de Risco de Subscrição da Susep, apresentou o trabalho que a autarquia vem desenvolvendo para estar de acordo com os padrões internacionais, como a supervisão baseada em riscos de subscrição, cujos modelos internos de avaliação são feitos por apenas 32% das seguradoras brasileiras, segundo pesquisa feita em 2005, com 130 empresas.

Ele adiantou que os principais desafios do órgão supervisor brasileiro são a qualidade dos dados informados pelas empresas, a preparação de atuários, a estrutura das companhias para preparar modelos internos adequados e da própria Susep, que precisa de profissionais qualificados para avaliar aqueles modelos.

Durante o encontro, Jérome Berset, diretor de Gerenciamento de Risco e Capital da Global Risk Coalition, explicou que uma boa estrutura regulatória é desenvolvida aos poucos e precisa, ainda, ser testada. Segundo ele, as tendências regulatórias se preocupam com uma supervisão ampla, ou seja, abrange todos os segmentos de negócio de um determinado grupo.

Debra Hall, diretora executiva da Global Risk Coalition, explicou que nos anos 90, a transferência de risco era considerada mais importante pelas empresas, enquanto hoje, a otimização da gestão é mais valorizada, principalmente depois da crise financeira global que, segundo ela, foi originada pelo contágio do setor de seguros com produtos financeiros complexos.

Outro assunto comentado pelos palestrantes internacionais foi a aplicação do modelo contábil IFRS, que deverá ser implementado ao mesmo tempo das normas do Solvência II, modelo de supervisão baseado em riscos. A ideia, explicou Berset, é posteriormente criar um modelo interno unificado que atenda tanto as exigências contábeis quanto às de supervisão para facilitar o preenchimento pelas empresas.

Fonte: Funenseg

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