Monitoramento de veículos e sua relação com ferramentas corporativas do Google Earth...

Monitoramento de veículos e sua relação com ferramentas corporativas do Google Earth e Maps

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As ferramentas mais poderosas que surgiram na área de geoinformação nos últimos anos são o Google Earth e Maps. Mais do que facilitar a identificação de uma determinada localidade no globo terrestre de forma interativa, com a integração de imagens de satélite com objetos em 3D e visualização em 360 graus, difundiram o uso das aplicações baseadas em localização para vários setores da sociedade.

A partir de então surgiram diferentes formas de visualizar coordenadas geográficas, que antes para a maioria das pessoas não representavam muita coisa, hoje são essenciais para identificar células mercadológicas baseadas nas ferramentas de geomarketing e criação de cluster para diferenciar tipos de clientes.

Uma das aplicações mais utilizadas corporativamente é o rastreamento e monitoramento de veículos. As empresas de tecnologia embarcada estão se reestruturando e adquirindo licenças para fins corporativos do Google Maps Premier, com o objetivo de oferecer melhores serviços aos seus clientes.

Qualquer empresa pode usar a versão gratuita do Google Maps ou Earth para disponibilizar informações para os seus clientes, desde que não exista nenhuma barreira no acesso às informações. Porém, caso o serviço solicite login e senha aos clientes, é obrigatório obter uma licença corporativa do software. Várias empresas ainda utilizam a versão free, apesar de informar para o contratante que contam com a licença oficial, e acabam repassando o custo do serviço ao cliente.

Embora a API padrão do Google Maps tenha o mesmo recurso iterativo a versão Premier conta com funcionalidades adicionais, ideais para empresas que tenham necessidades de incluir mapas em sites públicos essenciais, aplicativos Web pagos, sites internos e aplicativos de rastreamento ativos.

 

Os custos da API Premier do Google Maps se baseiam no número de visualizações de páginas de mapas referentes a sites voltados ao público. Para outros aplicativos, se baseiam nas visualizações de páginas de mapas, número de usuários, número de veículos ou ativos rastreados.

 

É considerado um ativo rastreado a visualização de posições nos mapas do Google, por isso é obrigatório obter a licença.

 

Pensando nisso, a Google está trabalhando na divulgação de como as empresas podem obter a licença corporativa, e informando que em breve algumas chaves poderão ser fechadas, entre elas a visualização de ativos rastreados.

 

Com a chegada da Resolução 245, que se refere a um dispositivo antifurto embarcado nos veículos novos, com funções de bloqueio remoto e de localização, um grande mercado vai se abrir para as aplicações de rastreamento e monitoramento de ativos. A resolução tem como objetivo gerar e implementar mecanismos de cooperação entre a União, Estados e iniciativa privada para o desenvolvimento de ações conjuntas de combate ao furto e roubo de veículos e cargas.

 

Embora muitas pessoas estejam preocupadas com a privacidade e considerem a Resolução 245 um absurdo, esta é uma decisão que não tem mais volta. Os mecanismos antifurto serão implantados paulatinamente em toda a frota de veículos novos e as melhorias virão a partir dos resultados obtidos por esta iniciativa.

 

Entre os benefícios, o custo dos seguros tenderá a cair. Hoje cerca de 400 mil carros são roubados ou furtados todos os anos no Brasil. Este é um dos fatores que pesa no cálculo das apólices de seguros, segundo dados da Federação Nacional de Empresas de Seguros (Fenaseg), uma das entidades apoiadoras da medida.

 

As seguradoras, pensando em minimizar as indenizações, em alguns casos só aceitam fazer o seguro do automóvel se estiver equipado com um dispositivo antifurto, seja ele rastreador, localizador ou bloqueador, pois em caso de roubo as chances de localizar o veículo são de até 90%.

 

Embora o cidadão ainda não saiba como e quanto irá pagar pelo serviço ou se será beneficiado com o custo mais baixo do seguro, alguns consumidores acham que vale a pena ter um equipamento que facilite a localização de seu veículo.

 

Montadoras, empresas de telecomunicações, companhias de tecnologia de rastreamento e monitoramento, seguradoras, certificadoras e associações envolvidas estão cada vez mais próximas do produto ideal, que fará parte da frota nacional a partir de 2010.

 

A previsão é que o desenvolvimento do sistema termine em fevereiro de 2010 e, a partir de então, o equipamento de localização entre na linha de montagem. Pelo cronograma do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), divulgado em julho deste ano, 20% dos carros novos sairão de fábrica com o equipamento em fevereiro de 2010. O percentual subirá gradativamente até atingir 100% em outubro. Para veículos como caminhões e ônibus, o prazo final é dezembro do mesmo ano.

 

Se o consumidor quiser contratar o serviço deverá buscar um dos prestadores homologados pelo Denatran. Porém ainda será possível contratar o serviço de um prestador não homologado, mas o consumidor terá que instalar outro dispositivo que não o de fábrica.

 

O aprimoramento do cliente e usuário que utiliza mapas interativos é o melhor caminho para integrar tecnologia online com a legislação atual.

 

 

* Ágatha Branco é engenheira cartógrafa com MBA em Marketing e editora do portal InfoGPSonline e da revista InfoGPS, publicada pela MundoGEO. É responsável pela publicação das revistas InfoGPS, InfoGEO, InfoGNSS e Atitude Sustentável, os  portais MundoGEO e InfoGPSonline, e pela organização do seminário “Google Maps e Earth para Empresas”, que acontecerá em dezembro, em São Paulo (SP).

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