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Nilton Molina diz em Porto Alegre que o Brasil e o mundo vivem processos de concentração de negócios e empresas

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O presidente do Conselho de Administração da MONGERAL AEGON, Nilton Molina, disse em palestra no dia 13/05 na cidade de Porto Alegre, que o brasileiro não tem subscrito seguro de vida individual e que este mercado representa hoje apenas 0,04% do PIB no Brasil. “Esse mercado que está absolutamente disponível e é enorme, está sendo observado pelos grandes investidores internacionais.”. O executivo, cuja empresa tem 175 anos de atuação no segmento, fala com a propriedade de quem recentemente se associou a Aegon, um dos maiores grupos seguradores do mundo. 

“Estamos vivendo uma fase boa, com 30% de crescimento ao ano, como especialistas em seguro de vida e previdência”, declarou. Nilton Molina destacou que o Brasil e o mundo passam por um processo de concentração, em todos os segmentos. No caso brasileiro, os bancos e as seguradoras são as demonstrações mais evidentes desse processo de concentração. Por isso, para ele, as organizações independentes precisam encontrar o seu caminho e não tentarem disputar com os grandes conglomerados. 

Para o executivo, o seguro de vida individual não se vende no balcão do banco, na farmácia, na loja de varejo ou mesmo na internet. “Precisa ser especialista para fazer a venda consultiva”, defendeu. Segundo ele, o desafio hoje é formar os recursos humanos de seguradoras e corretores independentes, a fim de conseguir aumentar a participação no mercado dos seguros de vida e previdência individuais.     

As declarações foram apresentadas durante a palestra do executivo no almoço mensal do Sindicato das Seguradoras – Sindseg RS, em Porto Alegre, num evento que contou com a presença de mais de cem representantes do mercado segurador gaúcho, com o tema “Uma Visão Geral sobre os negócios de seguros de vida e previdência no Brasil”.    

Nilton Molina falou de uma pesquisa onde mais de 75% das pessoas entrevistadas admitiram ter seguro, mas não ter idéia de qual o seguro e suas coberturas. A maioria declarou que adquiriu o produto em bancos, no varejo, em farmácias, postos de gasolina e outros da espécie e apenas uma minoria comprou com um corretor de seguros. 

Segundo ele, “No mercado internacional o que há de mais nobre são as apólices individuais de seguro de vida, apólice que o segurado pode vendê-la, resgatá-la ou mesmo dar em garantia de um empréstimo”. No Brasil, o volume de prêmios em apólices de seguros de vida individuais correspondeu em 2009 a apenas R$ 800 milhões, frente a um faturamento global do setor, de cerca de R$ 100 bilhões. 

Ele finalizou alertando que “está tudo por fazer, depende de nós entendermos este processo e fazer o nosso próprio trabalho de casa”.

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Fonte: Monte Castelo Idéias

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