Notícia de seguradora estatal de Garantia surpreende o mercado

Notícia de seguradora estatal de Garantia surpreende o mercado

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Uma notícia, publicada na edição de quinta-feira passada (11/03) no jornal Valor Econômico, informando que o Governo Federal estuda a criação de uma seguradora estatal visando oferecer Seguro Garantia para as obras de infraestrutura que serão necessárias devido a realização das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014, causou surpresa ao mercado de seguros.

Em nota, João Elisio Ferraz de Campos, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), acredita que a maioria da sociedade, é contra a criação de empresas estatais para solucionais possíveis carências. Para o presidente da CNSeg, apesar do seguro garantia ser relativamente novo no país, as empresas e profissionais que atuam nesse segmento já demonstraram competência, demonstrado que não há a necessidade de interferência do Governo no setor. “Não acreditamos que o Governo esteja estudando a questão sem o conhecimento da Susep, que é o órgão regulador e fiscalizador do setor e conhece melhor do que ninguém as nossas potencialidades e as nossas deficiências”, diz João Elísio na nota, reiterando não crer que o Governo Federal tomaria uma decisão dessas sem ouvir ou debater com o mercado para identificar a real situação.

O comunicado da CNSeg afirma, ainda, que “o mercado brasileiro de seguros tem se desenvolvido e aprimorado em bases sólidas e é claro que pode avançar ainda mais, se o Governo tomar medidas que estimulem a sua atuação, o que não passa, de jeito nenhum, pela criação de uma seguradora estatal de seguro garantia ou de qualquer outro ramo”. “Seria um retrocesso depois dos vários anos de esforços que levaram à quebra do monopólio do resseguro no Brasil”, conclui a nota.


Confira a íntegra da nota:

O mercado brasileiro de seguros recebeu com perplexidade a notícia publicada nesta quinta-feira, 11, no Valor Econômico de que o Governo Federal iria criar uma seguradora estatal para atuar no segmento de seguro garantia para oferecer cobertura às obras de infra-estrutura que serão implantadas em função da Copa do Mundo de 2012 e das Olímpíadas de 2014.Primeiro porque a fase do estatismo já passou no Brasil. A sociedade, em sua maioria, não aceita mais a criação de empresas estatais como forma de solução para possíveis carências. Depois, porque é impossível acreditar que o Governo tome uma decisão dessa ordem sem ouvir o mercado, sem debater com os técnicos e as seguradoras que atuam nesse nicho para identificar a real situação. O seguro garantia é um ramo relativamente novo aqui no Brasil, mas a evolução e a competência que as empresas e os seus profissionais têm demonstrado não apontam para essa necessidade.

 Além do mais, não acreditamos que o Governo esteja estudando a questão sem o conhecimento da Susep, que é o órgão regulador e fiscalizador do setor e conhece melhor do que ninguém as nossas potencialidades e as nossas deficiências.

O mercado brasileiro de seguros tem se desenvolvido e aprimorado em bases sólidas, e é claro que pode avançar ainda mais se o Governo tomar medidas que estimulem a sua atuação, mas que não passam, de jeito nenhum, pela criação de uma seguradora estatal de seguro garantia ou de qualquer outro ramo.

Seria um retrocesso depois dos vários anos de esforços que levaram à quebra do monopólio do resseguro no Brasil.”

 

João Elisio Ferraz de Campos

 Presidente da CNSeg

 

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Fonte: Júlio Filho - Revista Seguros em Foco®

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