Presidente do Sindiseg N/NE analisa novas regras do seguro habitacional

Presidente do Sindiseg N/NE analisa novas regras do seguro habitacional

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A partir de hoje (19), os seguros habitacionais passarão a contar com novas regras. É que entrará em vigor a resolução n° 205, do Conselho Nacional de Seguros Privados. A principal alteração será a abertura do mercado para seguradoras do ramo de pessoas, já que, atualmente, somente as do setor de danos é que podem oferecer a modalidade. A decisão foi tomada porque, dentre as três modalidades de proteção do seguro habitacional (morte, invalidez permanente e danos físicos ao imóvel), duas têm relação com o seguro de vida.

De acordo com o presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindiseg N/NE), Mucio Novaes, o novo seguro habitacional, chamado de “apólice de mercado”, vai aumentar a competitividade do ramo ao permitir a entrada das seguradoras de vida e também pelo fato do mutuário passar a contar com a oferta de mais de uma opção de seguro. “Na realidade o mutuário poderá escolher entre um mínimo de três alternativas: uma apólice de seguradora ligada ao agente de crédito imobiliário; uma de seguradora independente apresentada pelo agente e uma terceira, que o próprio mutuário poderá buscar no mercado”, explicou.

Entre as novas regras, o segurado poderá exigir, a qualquer momento, o custo efetivo total do seguro habitacional, a exemplo do que acontece no setor financeiro na tomada de empréstimos pelos clientes. A medida visa facilitar a comparação de preços, já que inclui o preço do seguro mais as taxas e impostos cobrados.

Além disso, a seguradora não poderá limitar a oferta da cobertura a clientes cuja idade, somada ao prazo de financiamento e eventuais negociações, seja inferior a 80 anos e seis meses. Assim, uma pessoa de 60 anos poderá fazer seguro habitacional por até 20 anos e seis meses. A regra ainda vedou as carências por morte, a não ser quando a causa for suicídio.

Mucio Novaes disse ainda que essa nova etapa do seguro habitacional permitirá aperfeiçoar a qualidade dos produtos oferecidos e ajustar o prêmio da apólice  à realidade do risco. “Esse ramo do seguro deverá crescer expressivamente nos próximos anos, em função da forte expansão do crédito imobiliário”, avaliou.

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Fonte: Feedback Comunicação

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