SulAmérica oferece cobertura para novo diagnóstico para HPV

SulAmérica oferece cobertura para novo diagnóstico para HPV

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A SulAmérica Saúde sai na frente e é a primeira seguradora a garantir a cobertura do novo diagnóstico do HPV que chegou ao Brasil em junho e é considerado o maior avanço na medicina diagnóstica para prevenção do câncer de colo de útero desde a criação do exame Papanicolaou, técnica desenvolvida há 70 anos pelo médico grego Georges Papanicolaou.

“Trata-se de um importante passo na medicina, cujo tratamento impacta diretamente na vida das pessoas e na rotina médica, seja com os profissionais de saúde, laboratórios, clínicas e operadoras e seguradoras de planos de saúde”, destaca o diretor de Prestadores e Serviços Médicos da SulAmérica, Roberto Galfi.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta principalmente as mulheres, ocasionando lesões que, se não tratadas, transformam-se no câncer de colo do útero (também chamado de câncer cervical). O novo exame de diagnóstico molecular, desenvolvido pelo cientista norueguês e especialista em biotecnologia Frank Karlsen, tem como base a detecção do RNAm, que é uma cópia de parte específica do DNA, que carrega informações para a produção de uma proteína específica, no caso, a E6/E7. Ele distingue os genótipos do HPV mais freqüentes (cerca de 92%) dos que produzem o câncer cervical (subtipos 16,18, 31, 33 e 45). Destes genótipos, os subtipos 16 e 18 são a causa de aproximadamente 70% dos casos em todo mundo.

Há algumas décadas a ciência comprovou a ligação entre o câncer cervical e o HPV, o que permitiu um aprimoramento do estudo e consequente avanço nas descobertas científicas. Sabe-se hoje que o vírus se divide em duas categorias: o grupo A, considerado não-oncogênico, ou seja, não oferece risco a saúde da mulher; e o grupo B, indutor do câncer. Para as pacientes do grupo A o tratamento é mais conservador, ou seja, baseado em acompanhamento clínico e reforço imunológico. Já as pacientes do grupo B recebem um tratamento mais agressivo, que pode incluir desde cirurgia de alta freqüência (CAF), laserterapia e tratamento químico (ATA) até a histerectomia (remoção do útero).

Mais recentemente descobriu-se que nem todos os indivíduos detectados com vírus do tipo B desenvolviam a doença. A pesquisa realizada pelo doutor Frank Karlsen, PhD em biologia molecular e virologia, concluiu que apenas as pacientes cujo vírus B produziam ativamente as proteínas E6 e E7 evoluíam para o câncer de colo de útero, ou seja, a capacidade do HPV em desenvolver o câncer está diretamente ligada à produção de RNAm E6 e E7. Desta forma, os testes moleculares para detecção de RNAm E6/E7 permitem identificar mulheres com alto risco de desenvolvimento do câncer cervical, permitindo melhor monitoramento das pacientes e a escolha de tratamentos mais adequados.

Sabe-se atualmente que mulheres com produção de proteínas E6/E7 representam cerca de 30% da totalidade do B, ou seja, 70% das pacientes tratadas agressivamente poderiam ter sido submetidas ao tratamento mais conservador.

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, com maior incidência entre mulheres entre 40 e 60 anos de idade e apenas uma pequena porcentagem ocorre abaixo dos 30 anos. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram registrados 19 mil casos de câncer de colo de útero em 2008.

A técnica de detecção do RNAm E6/E7 já é utilizada na Europa há cerca de cinco anos, onde é reconhecida pelos órgãos oficiais de saúde. O incentivo a prevenção e a diagnósticos que permitam evitar problemas de saúde mais graves é uma prática antiga na SulAmérica Saúde, que há sete anos desenvolve o Saúde Ativa, um programa com foco na promoção à saúde e prevenção de doenças ou suas complicações. Nele, a seguradora busca orientar seus clientes quanto a melhor forma de cuidar de sua saúde, inclusive no que diz respeito a prevenção do câncer de colo de útero. “Temos intensificado o trabalho preventivo, incentivando nossos segurados a aderirem ao programa, divulgando estudos sobre os principais problemas que afetam a saúde da população segurada e apoiando os avanços da medicina como este”, destaca Galfi.

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