Tendência é de repartição do risco

Tendência é de repartição do risco

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A Comissão de D&O da Fenseg que Leandro Martinez coordenada tem a missão de analisar e discutir a realidade do segmento e formular novos rumos no Brasil. Entre as preocupações dos membros do grupo, está a adoção de programas de seguros em layers , divisão de riscos entre seguradoras. Apesar de ser algo comum fora do Brasil para os grandes riscos, aqui ainda tem sido explorado de forma modesta, explica.
O executivo assinala ainda que, além da subscrição de riscos, que dá um peso muito grande para a análise das demonstrações financeiras da empresa proponente ao seguro, preocupa também a parte jurídica, que trata da responsabilidade dos administradores.

Nos últimos três anos, segundo ele, houve um grande aumento da oferta desse tipo de seguro em todo o mundo, o que provocou queda de preços. Houve também certa flexibilização nos critérios de subscrição. Com a crise, tudo mudou. O preço do resseguro subiu até 20% e houve ainda o aumento de reclamações, revela.

De acordo com Leandro Martinez, no Brasil ocorreram perdas significativas em empresas que tinham operações com derivativos. Os números da Susep mostram que a sinistralidade do D&O deu um salto no último quadrimestre de 2008 (569% sobre o quadrimestre anterior), o que demonstra que a crise deflagrou um processo de elevação na sinistralidade, sustenta Leandro Martinez.

No Brasil, a partir daí, os limites máximos de garantia colocados por apólice diminuíram . Até pouco tempo, parte das apólices de D&O era emitida por uma seguradora com capital segurado de até US$ 100 milhões. Diante da nova realidade, Martinez acredita que o mercado deve trabalhar com limites maiores através de programas em layers, com a participação de diversas seguradoras.

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Fonte: Jornal do Commercio RJ | Seguros | RJ

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